Por Que Sua Clínica Fatura Mais, Mas Lucra Menos — e Como Reverter Isso Rapidamente
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Descubra as causas ocultas que corroem seus lucros da sua clínica e aprenda a transformar crescimento em rentabilidade real
1. O Crescimento Que Engana: Quando o Aumento de Faturamento Não Significa Sucesso
Muitas clínicas médicas e odontológicas vivem uma armadilha comum: o faturamento sobe, mas o lucro desaparece. À primeira vista, isso parece um bom sinal — mais pacientes, mais procedimentos, mais movimento. Mas na prática, o aumento de volume sem controle de custos e produtividade gera um crescimento ilusório. É o famoso “crescer para dentro do prejuízo”.
O problema começa quando o gestor confunde faturamento bruto com desempenho financeiro real. De acordo com estudos da MGMA (Medical Group Management Association), clínicas com margens operacionais abaixo de 15% geralmente têm falhas na precificação e no controle de custos variáveis. Se o custo por atendimento cresce mais rápido que o preço cobrado, o lucro derrete mesmo com a agenda cheia.
Exemplo: uma clínica que aumentou o número de consultas em 30% no último trimestre percebeu que o lucro líquido caiu de 20% para 10%. Após auditoria, descobriu-se que os custos com materiais, plantões e retrabalhos cresceram 42% — ou seja, o faturamento cresceu, mas o custo cresceu mais rápido.
Dica prática: monitore não apenas o faturamento, mas também o CSV (Custo do Serviço Vendido), a margem de contribuição e o ponto de equilíbrio. Esses três indicadores revelam se o crescimento é saudável ou apenas aparente.
2. Custos Invisíveis: O Que Está Consumindo Sua Margem de Lucro
Grande parte das clínicas perde dinheiro em custos que o gestor nem percebe. São os chamados custos invisíveis: retrabalhos, cancelamentos de última hora, horas improdutivas, desperdício de insumos e erros administrativos. Segundo a consultoria Senior Gestão e Marketing, esses fatores podem reduzir até 25% da margem operacional de uma clínica ao longo do ano.
Outro vilão silencioso é o desalinhamento entre processos e metas financeiras. Por exemplo, se o time de recepção agenda pacientes sem respeitar o tempo médio ideal de cada consulta, o médico acaba atendendo menos pacientes por hora, diminuindo a produtividade e aumentando o custo unitário. Da mesma forma, falhas de comunicação interna e ausência de protocolos claros fazem a clínica gastar tempo e recursos em correções.
Exemplo: uma clínica odontológica que padronizou o processo de esterilização e o fluxo de atendimento reduziu o tempo médio por paciente em 12 minutos. Isso permitiu aumentar o número de consultas diárias em 20%, sem elevar os custos fixos.
Dica prática: realize um diagnóstico operacional trimestral. Mapeie gargalos, desperdícios e tarefas redundantes. Cada minuto economizado em operação é um ponto a mais na margem de lucro.
3. Precificação Errada: O Lucro Está Indo Embora Pelo Preço
Uma das principais causas de perda de rentabilidade em clínicas é a precificação incorreta dos serviços. Muitos gestores definem preços com base no mercado, e não nos próprios custos e margens desejadas. Esse erro é perigoso: o que é lucrativo para uma clínica pode ser deficitário para outra.
De acordo com o IBGE, o custo operacional médio do setor de saúde cresceu 27% entre 2020 e 2024, impulsionado por reajustes salariais, insumos e energia. No entanto, muitas clínicas mantiveram seus preços praticamente congelados no mesmo período. O resultado? Margens comprimidas e lucros cada vez menores.
Exemplo: um exame laboratorial que custa R$ 40,00 para ser realizado e é vendido por R$ 60,00 parece rentável à primeira vista. Mas ao incluir despesas administrativas, comissões, impostos e inadimplência, o custo real sobe para R$ 55,00 — e o lucro efetivo cai para apenas R$ 5,00, ou 8,3% de margem.
Dica prática: crie uma planilha de precificação com todos os custos fixos e variáveis, acrescente a margem de contribuição ideal (entre 25% e 40%) e revise os preços trimestralmente. Assim, você evita que a inflação e os custos corroam seus resultados.
4. Gestão Financeira Fraca: O Que Não É Medido, Não É Corrigido
Crescimento sustentável depende de controle financeiro estruturado. No entanto, muitas clínicas ainda operam sem DRE (Demonstrativo de Resultados do Exercício), sem fluxo de caixa diário e sem indicadores de desempenho. Essa falta de visibilidade transforma a tomada de decisão em um exercício de adivinhação.
Segundo o Sebrae, apenas 35% das clínicas médicas de pequeno e médio porte realizam fechamento financeiro mensal com análise de indicadores. Isso significa que a maioria dos gestores não sabe qual especialidade é mais lucrativa, qual profissional tem melhor desempenho ou quanto custa cada paciente atendido.
Exemplo: uma clínica multidisciplinar que passou a analisar mensalmente seu DRE descobriu que 70% do lucro vinha de apenas 30% dos serviços oferecidos. Ao ajustar o portfólio e concentrar esforços nos procedimentos mais rentáveis, aumentou o lucro em 18% em seis meses.
Dica prática: implemente um sistema de gestão financeira integrado ou uma planilha automatizada. Registre entradas e saídas diariamente e gere relatórios mensais com foco em indicadores-chave: margem de lucro líquido, ticket médio, CAC (Custo de Aquisição de Cliente) e inadimplência.
5. Como Reverter o Cenário e Voltar a Lucrar
A boa notícia é que reverter a perda de lucro é totalmente possível — desde que haja estratégia e disciplina. O primeiro passo é fazer um diagnóstico financeiro detalhado da clínica, identificando quais áreas consomem mais recursos e quais geram mais retorno. Em seguida, é fundamental alinhar processos, pessoas e preços à estratégia de rentabilidade.
A segunda etapa é investir em treinamento e gestão de performance da equipe. Profissionais bem treinados reduzem erros, aumentam a produtividade e melhoram a experiência do paciente — o que, por consequência, reduz custos de retrabalho e aumenta a fidelização.
Por fim, a terceira etapa é fortalecer o planejamento financeiro com metas claras, acompanhamento mensal e revisão estratégica a cada trimestre. Clínicas que adotam uma cultura de medição contínua aumentam sua lucratividade média em 20% a 30%, segundo levantamento da Senior Consultoria.
Dica prática: estabeleça um plano de ação com prazos curtos, revisões constantes e indicadores de resultado. A rentabilidade não melhora com sorte — ela melhora com método.
Conclusão: Crescer Com Lucro é Uma Decisão, Não um Acidente
Faturar mais e lucrar menos é um sinal claro de que algo na gestão precisa ser ajustado. O sucesso financeiro de uma clínica não vem do volume de pacientes, mas da eficiência com que cada real investido retorna em resultados.
Ao controlar custos, precificar corretamente, eliminar desperdícios e medir indicadores de forma constante, sua clínica passa de um modelo de sobrevivência para um modelo de crescimento sustentável e previsível.
Se o seu faturamento aumentou, mas o lucro não acompanhou, é hora de parar, medir e corrigir. Porque, no fim das contas, crescer é bom — mas crescer com lucro é o que realmente faz o negócio prosperar.
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