Quanto Custa Abrir uma Clínica Médica: Estudo de Viabilidade Completo
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Entenda todos os custos envolvidos, evite surpresas financeiras e descubra se o investimento realmente se sustenta antes de abrir as portas
Introdução: o custo de abrir uma clínica vai muito além da obra e dos equipamentos
Uma das perguntas mais pesquisadas por médicos empreendedores é direta: quanto custa abrir uma clínica médica? A resposta curta é “depende”. A resposta correta é: depende do modelo de negócio, da estrutura planejada, do mercado atendido e, principalmente, da viabilidade financeira do projeto. Sem essa análise, muitos profissionais investem valores elevados sem saber se a clínica conseguirá se sustentar no médio prazo.
Na prática, abrir uma clínica médica no Brasil pode exigir investimentos que variam de R$ 250 mil a mais de R$ 1,2 milhão, dependendo do porte, da especialidade, da cidade e do padrão de atendimento. O problema é que muitos médicos consideram apenas os custos visíveis, como obra e equipamentos, e ignoram despesas igualmente relevantes, como capital de giro, folha de pagamento e impostos.
É justamente por isso que o estudo de viabilidade se torna indispensável. Ele não serve apenas para estimar o custo de abertura, mas para responder se o negócio fecha nos números, quanto tempo levará para dar retorno e qual o risco financeiro real envolvido na decisão.
Investimento inicial: quanto é necessário para abrir a clínica
O investimento inicial, também chamado de CAPEX, engloba todos os gastos necessários para colocar a clínica em funcionamento antes do primeiro atendimento. Entre os principais itens estão reforma ou adequação do imóvel, mobiliário, equipamentos médicos, sistemas de gestão, licenças, alvarás e despesas pré-operacionais.
Em clínicas de pequeno porte, com 1 ou 2 consultórios, esse investimento costuma variar entre R$ 250 mil e R$ 400 mil. Já clínicas médias, com 3 a 5 salas, recepção estruturada e equipamentos próprios, frequentemente ultrapassam R$ 600 mil. Em especialidades como dermatologia, oftalmologia ou diagnóstico, esse valor pode chegar facilmente a R$ 1 milhão ou mais, dependendo da tecnologia embarcada.
Um erro comum é subestimar esse valor inicial. Estudos de consultorias especializadas mostram que projetos sem planejamento costumam estourar o orçamento em 30% a 40%, seja por obras mal dimensionadas, compras impulsivas de equipamentos ou exigências regulatórias descobertas tardiamente. O estudo de viabilidade antecipa esses custos e evita decisões que comprometem o caixa logo no início.
Custos operacionais mensais: o que pesa no caixa da clínica
Além do investimento inicial, o maior desafio financeiro está nos custos operacionais mensais, conhecidos como OPEX. Eles determinam quanto a clínica precisa faturar todos os meses apenas para continuar aberta. Entre os principais custos estão aluguel, folha de pagamento, encargos trabalhistas, insumos médicos, sistemas, energia, água, manutenção e impostos.
Em uma clínica médica de porte médio, os custos fixos mensais dificilmente ficam abaixo de R$ 70 mil a R$ 120 mil, podendo ser ainda maiores em regiões metropolitanas. A folha de pagamento, sozinha, costuma representar 40% a 55% desse valor, especialmente quando há equipe multiprofissional e recepção dedicada.
Sem entender esses números, muitos médicos se iludem com faturamento bruto. Não é raro encontrar clínicas que faturam R$ 150 mil por mês, mas operam no limite ou no prejuízo. O estudo de viabilidade cruza custos com capacidade de atendimento e ticket médio, mostrando com clareza se o modelo é sustentável ou financeiramente frágil.
Viabilidade econômica: quando o custo faz sentido
O ponto central do estudo de viabilidade não é saber quanto custa abrir a clínica, mas se esse custo se paga ao longo do tempo. Para isso, são analisados indicadores como ponto de equilíbrio, capital de giro e payback. Esses números transformam o investimento em uma decisão racional, não emocional.
Por exemplo, uma clínica com custo fixo mensal de R$ 90 mil e ticket médio de R$ 300 precisará realizar cerca de 300 atendimentos por mês apenas para empatar. Se a capacidade operacional permitir apenas 220 atendimentos mensais, o projeto já nasce deficitário. Sem esse cálculo, o problema só aparece quando o caixa começa a faltar.
Outro ponto crítico é o capital de giro. Clínicas médicas raramente se tornam lucrativas nos primeiros meses. Um estudo de viabilidade bem feito costuma recomendar uma reserva equivalente a 6 a 12 meses de custo fixo, o que pode representar de R$ 400 mil a R$ 1 milhão adicionais, dependendo do porte. Ignorar esse fator é uma das principais causas de fechamento precoce de clínicas.
Conclusão: saber quanto custa é diferente de saber se vale a pena
Abrir uma clínica médica exige muito mais do que vocação, competência técnica ou boa demanda percebida. Exige entendimento profundo dos custos envolvidos e, principalmente, da viabilidade econômica do projeto como um todo. Saber que a clínica custa R$ 500 mil para abrir não significa que ela é um bom investimento.
O estudo de viabilidade completo permite responder perguntas essenciais: o faturamento esperado cobre os custos reais? O investimento retorna em prazo aceitável? Existe margem de segurança para imprevistos? Sem essas respostas, o risco financeiro recai diretamente sobre o patrimônio e a tranquilidade do médico.
Em resumo, quanto custa abrir uma clínica médica só faz sentido quando analisado junto com quanto ela pode gerar de resultado. O estudo de viabilidade não é um custo adicional, mas uma ferramenta de proteção. Ele separa projetos sustentáveis de decisões impulsivas e transforma um sonho profissional em um negócio com reais chances de sucesso.
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