top of page

Por Dentro dos Custos Ocultos de uma Clínica Médica: O Que o DRE Revela e o Gestor Precisa Saber

  • Foto do escritor: Admin
    Admin
  • 18 de nov. de 2025
  • 5 min de leitura

Por Dentro dos Custos Ocultos de uma Clínica Médica: O Que o DRE Revela e o Gestor Precisa Saber
Por Dentro dos Custos Ocultos de uma Clínica Médica: O Que o DRE Revela e o Gestor Precisa Saber

Descubra onde o lucro da sua clínica está escondido (ou escapando) e aprenda a interpretar os números que realmente importam para a rentabilidade do seu negócio de saúde


1. A importância do DRE na gestão de clínicas médicas


Em um cenário de margens cada vez mais apertadas e custos crescentes, o Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) é o principal instrumento para quem busca entender a real lucratividade de uma clínica médica. Ele mostra, com clareza, se o negócio está gerando lucro ou apenas movimentando dinheiro — uma diferença que define a sobrevivência de muitas empresas da saúde.


De acordo com levantamento da Senior Consultoria (2025), 7 em cada 10 clínicas não elaboram DRE mensalmente, o que impede o gestor de visualizar seus indicadores de desempenho e identificar gargalos financeiros a tempo. Isso faz com que despesas silenciosas — como insumos subutilizados, comissões desproporcionais e contratos ineficientes — corroam lentamente a margem de lucro.


Exemplo prático:Uma clínica com faturamento mensal de R$ 120.000,00 e despesas fixas de R$ 95.000,00 aparenta ter lucro. Mas, ao incluir encargos trabalhistas, inadimplência e custos não contabilizados (café, papelaria, manutenção de ar-condicionado), o lucro real cai para R$ 8.500,00 — uma margem líquida de apenas 7%, abaixo do mínimo recomendado pelo mercado (entre 12% e 18%).


Dica prática: elabore o DRE todo mês e compare as variações entre os períodos. Pequenas mudanças em custos fixos ou ticket médio já indicam se a operação está crescendo ou perdendo eficiência.


2. Custos invisíveis que drenam o lucro da clínica


Os chamados custos ocultos são aqueles que não aparecem nas planilhas tradicionais, mas comprometem diretamente o resultado operacional. Eles se dividem em quatro grupos principais: desperdício, improdutividade, retrabalho e inadimplência.


Desperdício de insumos e materiais


Um estudo da ABIMO (2024) mostra que clínicas perdem em média 6% de seus insumos por vencimento ou mau armazenamento. Isso equivale a R$ 2.400,00 mensais em uma clínica que consome R$ 40.000,00 em materiais. A solução passa por estoques inteligentes e rastreamento de validade.


Improdutividade da equipe


Tempo ocioso de profissionais é um dos maiores custos invisíveis. Um dentista que fica 2 horas por dia sem pacientes perde cerca de R$ 8.000,00 por mês em receita potencial. A otimização de agenda e a análise de taxa de ocupação são fundamentais para reduzir esse desperdício.


Retrabalho administrativo


Faturas emitidas com erros, pacientes sem cadastro completo e registros manuais geram retrabalho. Estudos da Senior mostram que clínicas que não usam sistema de gestão perdem de 12 a 18 horas semanais com tarefas duplicadas.


Inadimplência


O índice médio de inadimplência no setor é de 8,7%, mas clínicas sem política de cobrança podem chegar a 15%.A fórmula para calcular é simples:Inadimplência (%) = (Valores em atraso ÷ Faturamento total) × 100


Exemplo:Se a clínica tem R$ 12.000,00 em valores atrasados e faturamento mensal de R$ 100.000,00, a inadimplência é de 12%.Acima de 5%, já é sinal de alerta para rever prazos de pagamento e políticas de cobrança.


Dica prática: use indicadores mensais como giro de estoque, taxa de ocupação da agenda e índice de retrabalho para identificar os vazamentos financeiros antes que impactem o caixa.


3. Como interpretar o DRE e usar seus dados para tomar decisões


O DRE deve ser lido de forma analítica, não apenas como um relatório contábil. Ele revela a estrutura de custos, a margem de contribuição e o ponto de equilíbrio — três indicadores vitais para a tomada de decisão estratégica.


Margem de margem de contribuição odontologia e medicina


Mostra o quanto sobra de cada serviço após pagar os custos variáveis (insumos, comissões e tributos).Fórmula:Margem de contribuição = Receita - Custos variáveis


Exemplo:Um procedimento custa R$ 400,00 e possui custos variáveis de R$ 160,00.A margem de contribuição será: R$ 400,00 - R$ 160,00 = R$ 240,00.Se a clínica realiza 300 procedimentos por mês, a margem total é de R$ 72.000,00.


Ponto de equilíbrio


Indica o valor mínimo de faturamento necessário para que a clínica não opere no prejuízo.Fórmula:Ponto de equilíbrio = Custos fixos ÷ (Margem de contribuição ÷ Receita total)


Exemplo:

Custos fixos mensais: R$ 90.000,00Margem de contribuição: 60%Logo, o ponto de equilíbrio é R$ 90.000,00 ÷ 0,60 = R$ 150.000,00.Ou seja, a clínica só começa a lucrar a partir desse faturamento mensal.


Ticket médio


Mostra o valor médio gasto por paciente e é essencial para acompanhar a rentabilidade.Fórmula:Ticket médio = Receita total ÷ Número de pacientes atendidos

Exemplo:Se a clínica faturou R$ 100.000,00 e atendeu 250 pacientes, o ticket médio é R$ 400,00.O objetivo é aumentar esse valor por meio de estratégias de upsell, pacotes e fidelização.


Dica prática: analise o DRE com o contador e o gestor financeiro todo mês. Compare margens e ticket médio por especialidade, e estabeleça metas realistas de crescimento baseado em indicadores.


4. A estrutura de custos ideal para clínicas sustentáveis


Uma clínica financeiramente equilibrada mantém uma estrutura de custos proporcional à sua receita.A Senior Consultoria recomenda o seguinte padrão de alocação de recursos, com base em centenas de projetos de clínicas analisados em 2025:


Categoria

Percentual Sugerido

Exemplo Prático

Custos Fixos (salários, aluguel, energia)

45%

R$ 45.000 em uma clínica que fatura R$ 100.000

Custos Variáveis (insumos, comissões, impostos)

30%

R$ 30.000

Marketing e Aquisição de Pacientes

8%

R$ 8.000

Investimentos e Tecnologia

7%

R$ 7.000

Lucro líquido desejado

10%

R$ 10.000

Clínicas que mantêm essa proporção atingem margem operacional entre 20% e 25%, considerada saudável no setor.Se os custos fixos ultrapassam 55% do faturamento, a clínica perde competitividade e corre risco financeiro.


Dica prática: utilize ferramentas de BI (Business Intelligence), como Power BI ou Google Looker Studio, para acompanhar mensalmente o desempenho financeiro em gráficos e dashboards de fácil interpretação.


Conclusão — Gestão financeira é estratégia, não burocracia


O DRE não é apenas um relatório contábil: é um instrumento de diagnóstico e planejamento estratégico. Ele mostra onde o lucro desaparece e onde a clínica pode melhorar sua performance financeira.


Com um DRE estruturado, o gestor consegue precificar corretamente, controlar custos e tomar decisões com base em dados reais — e não em percepções subjetivas.


Segundo dados internos da Senior Consultoria, clínicas que implementam controles financeiros e revisam o DRE mensalmente aumentam em média 35% sua margem líquida no primeiro ano.Isso prova que gestão financeira não é papel do contador apenas — é papel do gestor que quer garantir a sustentabilidade e o crescimento do seu negócio.


Para mais informações sobre nosso trabalho e como podemos ajudar sua clínica ou consultório, entre em contato!

Senior Consultoria em Gestão e Marketing

Referência em gestão de empresas do setor de saúde

+55 11 3254-7451




bottom of page