Os 7 Pontos-Críticos que Você Deve Avaliar Antes de Entrar em uma Franquia Odontológica
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Evite armadilhas e decisões precipitadas: conheça os principais critérios que todo dentista ou investidor deve analisar antes de assinar contrato com uma rede de franquias odontológicas.
Introdução
O modelo de franquia odontológica tem ganhado destaque no Brasil, com promessas de marca consolidada, suporte ao franqueado e estrutura de marketing pronta para acelerar resultados. No entanto, o brilho da vitrine pode esconder riscos sérios que comprometem o retorno sobre o investimento, a autonomia do profissional e até a reputação no mercado.
Este artigo apresenta, com profundidade e sem rodeios, os 7 pontos-críticos que você precisa avaliar antes de entrar em uma franquia odontológica. Seja você um dentista em busca de expansão ou um investidor interessado no setor da saúde, essas análises podem evitar prejuízos e garantir uma decisão bem embasada.
1. Histórico da Franqueadora
Antes de assinar qualquer contrato, investigue a história da empresa: quando foi fundada, quantas unidades estão ativas, quantas fecharam e por quê. Avalie a reputação da marca, processos judiciais, reclamações em sites como Reclame Aqui e histórico em órgãos como o Procon.
Exemplo:
Algumas redes prometem expansão nacional rápida, mas escondem altas taxas de encerramento de unidades. Se 30% das unidades abertas fecham em menos de 24 meses, há um sinal de alerta grave.
Dica prática:
Solicite a COF (Circular de Oferta de Franquia) atualizada e consulte os franqueados ativos e inativos listados nela. Converse com pelo menos cinco para entender a realidade da operação.
2. Modelo de Negócio e Público-Alvo
Cada rede possui um posicionamento: clínicas populares, premium, focadas em ortodontia, odontopediatria, estética, entre outros. O erro de alinhar-se a um modelo que não corresponde ao seu perfil de trabalho ou à realidade da sua cidade pode ser fatal.
Números que importam:
Franquias com foco em ticket médio baixo exigem volume alto de pacientes para serem rentáveis. Segundo levantamento da ABF (Associação Brasileira de Franchising), o ponto de equilíbrio em clínicas populares exige, em média, 250 a 400 atendimentos mensais.
Dica prática:
Analise o perfil socioeconômico da região onde pretende instalar a unidade. Ferramentas como o Mapfry ou o Censo IBGE ajudam a validar o público-alvo da franquia naquela localidade.
3. Taxas e Investimento Inicial
Entenda todas as taxas envolvidas: taxa de franquia, royalties mensais (geralmente entre 5% e 10% do faturamento), taxa de publicidade e outros custos ocultos. Além disso, some o investimento em reforma, equipamentos, estoque, capital de giro e marketing de inauguração.
Exemplo prático:
Uma franquia que anuncia investimento inicial de R$ 250 mil pode, na prática, exigir até R$ 400 mil para estar de fato operando com segurança.
Dica prática:
Monte uma planilha completa com todos os custos envolvidos nos primeiros 12 meses. Muitos franqueados enfrentam dificuldades por não preverem adequadamente o capital de giro necessário.
4. Suporte Oferecido pela Franqueadora
O suporte prometido deve ser avaliado na prática: treinamento, apoio jurídico, marketing local, CRM, sistemas de gestão, acompanhamento de performance, entre outros.
Alerta:
Muitas franqueadoras se limitam a entregar materiais padronizados e não acompanham de forma próxima o desempenho da unidade.
Dica prática:
Pergunte aos franqueados atuais: “Quando você precisou de suporte, foi atendido com rapidez e eficiência?” As respostas reais são melhores do que qualquer apresentação comercial.
5. Cláusulas do Contrato de Franquia
O contrato define prazos, obrigações, limites de atuação e penalidades. Algumas cláusulas abusivas incluem: metas obrigatórias irreais, exclusividade territorial sem garantia de proteção, multas altas em caso de rescisão e obrigação de compra de insumos com fornecedores indicados a preços acima do mercado.
Dica prática:
Leve o contrato a um advogado especializado em franquias antes de assinar. Um parecer jurídico pode poupar você de uma armadilha de cinco anos.
6. Performance Financeira das Unidades Existentes
Muitas redes não divulgam abertamente a performance das unidades. Porém, é seu direito, como potencial franqueado, acessar informações consolidadas. Entenda qual o ticket médio por paciente, o faturamento mensal médio, margem líquida e tempo de retorno do investimento.
Referência de mercado:
O tempo médio de retorno de investimento em franquias odontológicas é de 18 a 36 meses, variando conforme o modelo de negócio e a gestão da unidade.
Dica prática:
Peça acesso a demonstrativos financeiros reais de unidades operantes — com autorização formal — ou converse diretamente com franqueados que estejam dispostos a compartilhar.
7. Autonomia Profissional e Flexibilidade de Gestão
Muitas franquias exigem que o dentista siga à risca protocolos comerciais, uso de uniformes, scripts de vendas e metas. Isso pode colidir com a ética profissional ou com a autonomia clínica do dentista.
Risco ético:
O CFO (Conselho Federal de Odontologia) proíbe práticas abusivas de captação de pacientes ou promoções comerciais que desvalorizem o ato odontológico.
Dica prática:
Avalie se o modelo da franquia respeita os limites éticos da odontologia e se permite que você conduza o atendimento com base no seu julgamento clínico.
Conclusão
Investir em uma franquia odontológica pode ser um caminho interessante para quem busca acelerar o crescimento com apoio de marca, processos estruturados e modelos testados. No entanto, a decisão precisa ser técnica, analítica e estratégica.
Avaliar com atenção os 7 pontos-críticos apresentados neste artigo é essencial para evitar prejuízos, frustrações e perdas de tempo. O sucesso em uma franquia depende não apenas da marca — mas, principalmente, do alinhamento entre o modelo proposto e o seu perfil profissional, financeiro e ético.
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