Como Escolher o Modelo de Atendimento Ideal para sua Clínica
- Admin

- 9 de mai.
- 3 min de leitura

Entenda as diferenças entre atendimento particular, por convênios, assinatura ou pacotes e descubra qual modelo oferece mais previsibilidade e rentabilidade para o seu negócio de saúde.
Introdução
Quando um profissional da saúde decide abrir uma clínica, uma das decisões mais estratégicas e delicadas é a escolha do modelo de atendimento. Isso vai muito além da forma de cobrar: impacta o fluxo de caixa, a rentabilidade, a estrutura da equipe e até a experiência do paciente. Afinal, clínicas com o mesmo porte podem ter desempenhos financeiros completamente distintos, apenas por adotarem modelos de receita diferentes.
Neste artigo, vamos explorar os quatro modelos mais comuns – particular, convênios, assinatura e pacotes – e mostrar como essa definição é o primeiro passo para um plano de negócios sólido.
1. Atendimento Particular: mais autonomia, maior desafio de captação
O modelo particular é o mais direto: o paciente paga pelo serviço no momento da consulta ou procedimento. Ele garante autonomia total de precificação e evita a burocracia com operadoras. Além disso, o dinheiro entra no caixa no ato, sem depender de repasses.
Por outro lado, a captação de pacientes é mais desafiadora. Sem o “empurrão” das operadoras, a clínica precisa investir mais em marketing, diferenciação e experiência do paciente.
Exemplo:Uma clínica de dermatologia de alto padrão pode cobrar R$ 500 por consulta particular. Para isso, precisa construir autoridade, oferecer conforto, tecnologia e um atendimento impecável que justifique esse valor.
2. Atendimento por Convênios: volume maior, margens menores
Ao se credenciar em planos de saúde, a clínica tem acesso a um grande volume de pacientes, muitas vezes com a agenda cheia desde o início. No entanto, o repasse das operadoras é baixo e o pagamento pode levar 30 a 90 dias. Além disso, é comum enfrentar glosas (recusa no pagamento por erro de preenchimento ou questionamento do plano).
Outro ponto importante é que clínicas que trabalham com convênios precisam de um controle rigoroso de faturamento e protocolos padronizados para evitar prejuízos.
Exemplo:Um consultório de ortopedia credenciado a cinco convênios realiza 300 consultas/mês com repasse médio de R$ 50 por consulta. Isso gera R$ 15 mil mensais, mas com risco de glosas de até 10% e atrasos no pagamento.
3. Modelos por Assinatura: receita recorrente e fidelização
O modelo por assinatura vem crescendo em clínicas de especialidades como odontologia, estética e psicologia. A ideia é oferecer acesso a serviços mediante o pagamento de uma mensalidade fixa, o que garante previsibilidade de receita e fidelização do paciente.
Apesar da vantagem financeira, esse modelo exige organização administrativa, acompanhamento do uso dos serviços e um bom controle da inadimplência.
Exemplo:Uma clínica odontológica oferece um plano mensal de R$ 89 que inclui limpeza, urgências e descontos em procedimentos. Com 300 assinantes ativos, garante um faturamento recorrente de R$ 26.700, mesmo em meses de menor procura.
4. Pacotes de Serviços: atratividade e controle do ticket médio
Vender pacotes é uma forma de atrair pacientes com preços mais acessíveis por serviço e, ao mesmo tempo, garantir um valor maior por atendimento. Esse modelo é comum em áreas como nutrição, estética, fisioterapia e odontologia.
É importante que o pacote seja bem calculado para que não gere prejuízos e que os pacientes utilizem os serviços dentro de uma frequência saudável para a clínica.
Exemplo:Um pacote de 10 sessões de fisioterapia vendido por R$ 800 antecipa a receita e reduz a inadimplência. Porém, se mal calculado, pode sobrecarregar a agenda sem gerar lucro.
Comparativo: Qual modelo escolher?
Modelo | Previsibilidade | Rentabilidade | Facilidade de Captação | Complexidade de Gestão |
Particular | Média | Alta | Baixa | Baixa |
Convênios | Baixa | Baixa | Alta | Alta |
Assinatura | Alta | Média | Média | Média |
Pacotes | Média | Média | Alta | Média |
Dica prática:Inclua esse comparativo no seu plano de negócios. A partir dele, avalie qual modelo (ou combinação de modelos) se adapta melhor ao seu público, estrutura e estratégia de crescimento.
Conclusão
Definir o modelo de atendimento da sua clínica é uma decisão estratégica que molda todo o funcionamento do negócio. Não existe uma fórmula única: o ideal é alinhar essa escolha com o perfil dos seus pacientes, sua proposta de valor e sua capacidade de operação. E lembre-se: é possível combinar modelos – como particular com pacotes, ou convênios com planos próprios – desde que haja controle e planejamento.
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