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5 Comportamentos que Afastam Pacientes da Sua Clínica (e Como Corrigir Antes de Perder Receita)

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5 Comportamentos que Afastam Pacientes da Sua Clínica (e Como Corrigir Antes de Perder Receita)
5 Comportamentos que Afastam Pacientes da Sua Clínica (e Como Corrigir Antes de Perder Receita)

Como pequenas falhas no atendimento, na comunicação e na gestão podem destruir a experiência do paciente e comprometer o crescimento do seu negócio de saúde


Introdução


A maioria das clínicas não perde pacientes por falta de competência técnica, mas por comportamentos silenciosos que deterioram a experiência ao longo do tempo. O paciente raramente reclama. Ele simplesmente não volta — e pior, comenta sua frustração com amigos, familiares e nas redes sociais. No ambiente digital atual, uma experiência negativa se espalha muito mais rápido do que um bom atendimento.


Estudos da PwC Health Research mostram que 32% dos pacientes abandonam uma clínica após apenas uma experiência ruim, mesmo que o atendimento clínico tenha sido tecnicamente correto. Isso revela que a percepção de cuidado, respeito e organização pesa tanto quanto o tratamento em si. Clínicas que não monitoram esses sinais acabam vendo a agenda esvaziar sem entender o motivo real.


Neste artigo, você vai identificar os cinco comportamentos mais comuns que afastam pacientes e entender como corrigi-los de forma prática, profissional e financeiramente inteligente.


1. Atendimento frio, mecânico ou impessoal


O primeiro grande erro é tratar o paciente como um número. Quando o atendimento é padronizado demais, robótico ou sem empatia, o paciente sente que está apenas “passando por um sistema”, não sendo cuidado por pessoas. Essa sensação é ainda mais forte em clínicas com alto volume de atendimentos, onde a equipe opera sob pressão.


Uma pesquisa da Accenture (2024) revelou que 73% dos pacientes valorizam mais a forma como são tratados do que o tempo de espera, desde que percebam atenção e respeito. Isso mostra que empatia compensa até falhas operacionais pontuais, enquanto a frieza destrói a confiança rapidamente.


Exemplo prático:Uma clínica médica em Campinas treinou sua recepção para usar o nome do paciente, explicar o fluxo do atendimento e oferecer água ou café na chegada. O NPS subiu de 61 para 82 em três meses, e as avaliações no Google dobraram.


2. Falta de comunicação clara e transparente


Quando o paciente não entende o que vai acontecer, quanto vai pagar ou quais são os próximos passos, a insegurança toma o lugar da confiança. A ausência de comunicação clara gera ansiedade, cancelamentos e objeções, principalmente em tratamentos de maior valor.


Dados da Press Ganey indicam que mais de 40% das reclamações em clínicas estão relacionadas à comunicação, e não ao procedimento em si. Isso inclui informações vagas, respostas impacientes e falhas no follow-up.


Exemplo prático:Uma clínica odontológica passou a enviar resumos por WhatsApp após a consulta, com orientações e próximos passos. Em dois meses, os cancelamentos caíram 37%.


3. Atrasos frequentes e desorganização da agenda


Atrasos recorrentes sinalizam falta de respeito com o tempo do paciente. Mesmo quando ele entende que imprevistos acontecem, a repetição desse comportamento transmite desorganização e amadorismo. O tempo do paciente tem valor, e clínicas que ignoram isso perdem credibilidade.


Uma pesquisa da MGMA (Medical Group Management Association) aponta que clínicas com atrasos superiores a 20 minutos têm 27% menos retorno de pacientes, especialmente em serviços particulares.


Exemplo prático:Uma clínica de especialidades implantou blocos de atendimento e confirmação ativa no dia anterior. O tempo médio de espera caiu de 42 para 18 minutos, e a taxa de retorno aumentou 21%.


4. Pós-atendimento inexistente


O relacionamento com o paciente não termina quando ele sai da clínica. A ausência de follow-up passa a sensação de descaso, principalmente em tratamentos contínuos ou que exigem adaptação. O paciente quer saber se está evoluindo bem, se pode tirar dúvidas e se é lembrado.


Segundo a Harvard Business Review, empresas que fazem follow-up estruturado aumentam a retenção em até 25%, e isso se aplica diretamente à área da saúde.


Exemplo prático:Uma clínica de fisioterapia criou mensagens automáticas de acompanhamento após cada sessão. O índice de retorno subiu 30% em quatro meses.


5. Falta de empatia diante de reclamações e conflitos


Toda clínica terá problemas. A diferença entre perder ou fidelizar um paciente está em como a equipe reage a uma reclamação. Quando o paciente se sente ignorado, confrontado ou desrespeitado, a relação se rompe definitivamente.


Dados do American Institute of Healthcare Communication mostram que 70% dos pacientes permanecem fiéis quando a reclamação é resolvida com empatia e rapidez. Isso transforma um erro em oportunidade de fidelização.


Exemplo prático:Uma clínica treinou a equipe para ouvir, registrar e resolver queixas em até 24 horas. As avaliações negativas no Google caíram 52% em seis meses.


Conclusão


Perder pacientes raramente acontece por um único erro grave, mas por uma sequência de comportamentos que minam a confiança ao longo do tempo. Atendimento impessoal, falhas de comunicação, atrasos, ausência de follow-up e despreparo para lidar com conflitos formam o conjunto mais perigoso para qualquer clínica.


A boa notícia é que todos esses comportamentos são corrigíveis com processos, treinamento e indicadores claros. Clínicas que tratam a experiência do paciente como estratégia de negócio não apenas fidelizam mais, como aumentam o ticket médio, reduzem o custo de aquisição e constroem reputação sólida no mercado.


Se você quer transformar sua clínica em uma referência de atendimento e rentabilidade, comece revisando esses cinco pontos. Pequenas mudanças comportamentais geram grandes impactos financeiros — e o paciente percebe.


Para mais informações sobre nosso trabalho e como podemos ajudar sua clínica ou consultório, entre em contato!

Senior Consultoria em Gestão Empresarial

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