O Modelo das Clínicas Populares: Como Lucrar com Atendimentos Acessíveis e Alto Volume de Pacientes
- Admin

- 15 de out.
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Clínicas Populares: Como Ganhar Dinheiro com Ticket Médio Baixo Através do Volume e da Eficiência Operacional
O desafio e a oportunidade das clínicas populares
As clínicas populares surgiram como resposta à crescente demanda por serviços de saúde acessíveis e ágeis no Brasil. Com consultas a partir de R$ 99 a R$ 150, esse modelo democratiza o acesso médico e se tornou uma excelente oportunidade de negócio — desde que a operação seja estruturada com foco em volume, eficiência e gestão inteligente.
O grande desafio desse formato está no ticket médio mais baixo. Isso exige um modelo de negócio altamente produtivo e disciplinado. O lucro não vem de margens altas por atendimento, mas sim do número de consultas realizadas por dia e da otimização de custos fixos. Segundo dados da Senior Consultoria (2024), clínicas populares bem geridas alcançam rentabilidade líquida entre 18% e 28%, mesmo cobrando valores acessíveis.
Em cidades de 100 a 300 mil habitantes, o mercado ainda é pouco explorado. A ausência de concorrência direta com o SUS e a dificuldade de acesso a planos de saúde criam um nicho com alto potencial de crescimento.
O segredo da lucratividade: volume, processos e previsibilidade
O segredo das clínicas populares está em transformar fluxo de pacientes em rentabilidade previsível. Isso significa que cada consulta deve ser pensada dentro de um processo padronizado, desde o agendamento até o faturamento. A agilidade operacional reduz custos e aumenta a capacidade de atendimento diário.
Para ilustrar: uma clínica com três consultórios, cada médico atendendo 15 pacientes por dia, a R$ 120 por consulta, gera um faturamento diário de R$ 5.400. Mantendo essa média por 25 dias úteis, o faturamento mensal chega a R$ 135 mil, com estrutura simples e custo fixo controlado.
Outro fator crítico é a rotatividade mínima entre atendimentos. Sistemas integrados de agendamento e confirmação via WhatsApp reduzem faltas e ociosidade. Já a implantação de protocolos clínicos e administrativos permite que o paciente tenha uma experiência rápida, organizada e padronizada, essencial para fidelização.
Exemplo real: uma clínica popular em Goiânia implantou protocolos de atendimento cronometrado, reduzindo o tempo médio de consulta de 40 para 25 minutos sem perder qualidade. O resultado foi um aumento de 30% no volume mensal de pacientes e um ganho líquido 22% maior.
Gestão financeira e controle de custos: o coração do modelo popular
Para que a operação funcione, é indispensável dominar o controle financeiro. Cada real gasto precisa gerar retorno mensurável. Custos fixos devem ser diluídos com base em volume, e o ponto de equilíbrio deve ser constantemente monitorado.
O uso do DRE (Demonstrativo de Resultado do Exercício) é uma ferramenta essencial. Ele permite identificar a lucratividade por especialidade, o custo por consulta e o impacto de promoções ou parcerias. Clínicas que operam sem esse controle acabam faturando bem, mas sem saber onde estão perdendo dinheiro.
Outra prática recomendada é a terceirização inteligente: contratar médicos e dentistas em regime de prestação de serviços (PJ), reduzindo encargos trabalhistas e permitindo flexibilidade de horários. Assim, o gestor paga por produtividade e não por tempo ocioso.
Dica prática: mantenha o custo operacional fixo abaixo de 45% do faturamento. Quando essa proporção é respeitada, mesmo com ticket médio reduzido, a clínica se torna altamente lucrativa.
Marketing acessível e posicionamento local: como atrair volume com baixo custo
No modelo popular, o marketing precisa ser eficiente, de baixo custo e altamente segmentado. Estratégias simples, como Google Meu Negócio, campanhas no Meta Ads e parcerias com empresas locais, podem garantir fluxo constante de novos pacientes.
O foco deve ser a divulgação de benefícios práticos, como preço acessível, rapidez no agendamento e diversidade de especialidades. A linguagem deve ser direta e empática, valorizando o cuidado e a proximidade. Segundo pesquisa da Datafolha Saúde (2023), 64% dos pacientes que procuram clínicas populares são atraídos por indicações e conteúdo digital informativo.
Outra estratégia poderosa é o programa de fidelidade por famílias ou empresas locais, oferecendo descontos progressivos ou consultas periódicas. Isso garante previsibilidade de receita e recorrência de pacientes, pilares fundamentais para clínicas de ticket médio baixo.
Exemplo prático: uma clínica de atenção primária em Contagem (MG) criou pacotes mensais de R$ 99 com direito a uma consulta médica, descontos em exames e prioridade de agendamento. Em seis meses, alcançou 1.200 assinaturas ativas e um fluxo de caixa constante.
Conclusão: eficiência e propósito — o futuro das clínicas populares
As clínicas populares mostram que é possível unir propósito social e rentabilidade empresarial. O segredo está em pensar como uma empresa de alta performance: processos enxutos, controle financeiro e atendimento padronizado.
Enquanto clínicas tradicionais lutam por diferenciação em preços altos, o modelo popular conquista pacientes pela acessibilidade, conveniência e confiança. É um negócio de impacto social com potencial de escalabilidade nacional.
Com o aumento da busca por atendimento particular acessível, investir em uma clínica popular bem estruturada é mais do que um bom negócio — é uma oportunidade de transformar a saúde e gerar lucro com propósito.
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