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Indicadores de Desempenho Financeiro: O Que Todo Gestor de Clínica Precisa Monitorar

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    Admin
  • 17 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Indicadores de Desempenho Financeiro: O Que Todo Gestor de Clínica Precisa Monitorar
Indicadores de Desempenho Financeiro: O Que Todo Gestor de Clínica Precisa Monitorar

Descubra como medir resultados e garantir a sustentabilidade financeira da sua clínica


Introdução


A gestão de uma clínica médica ou odontológica exige mais do que apenas conhecimento técnico em saúde. Para garantir sustentabilidade e crescimento, é essencial que os gestores dominem os indicadores de desempenho financeiro (KPIs). Eles funcionam como bússolas, permitindo acompanhar a saúde econômica da clínica, antecipar riscos e tomar decisões embasadas.


Sem esses indicadores, muitos gestores acabam administrando “no escuro”, o que pode levar a erros estratégicos e até comprometer a sobrevivência do negócio. Um levantamento do Sebrae mostra que a falta de controle financeiro está entre as três principais causas de fechamento de pequenas empresas no Brasil, incluindo clínicas de saúde. Portanto, compreender e monitorar KPIs não é apenas uma boa prática: é uma necessidade vital.


Neste artigo, vamos apresentar os indicadores mais relevantes para clínicas, explicando sua importância prática, como calculá-los e de que forma eles podem impactar diretamente os resultados do negócio.


Ticket Médio por Paciente


O ticket médio mostra quanto, em média, cada paciente gera de receita para a clínica. É um indicador simples, mas poderoso, porque permite avaliar se os pacientes estão consumindo apenas serviços básicos ou se estão aderindo a tratamentos mais completos e rentáveis.


O cálculo é feito dividindo o faturamento total pelo número de pacientes atendidos no período. Exemplo: se uma clínica faturou R$ 150.000 em um mês com 500 pacientes, o ticket médio foi de R$ 300. Se esse valor for considerado baixo frente ao perfil de serviços oferecidos, significa que há oportunidade de explorar pacotes e combinações de procedimentos.


Estratégias para aumentar o ticket médio incluem a oferta de tratamentos combinados, como clareamento + profilaxia + consulta preventiva, ou planos familiares. Clínicas que aplicaram esse modelo tiveram, segundo estudo da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), aumento médio de 18% no faturamento em seis meses.


Margem de Lucro e Margem de Contribuição


Monitorar apenas o faturamento pode ser enganoso, pois é a margem de lucro que mostra a verdadeira rentabilidade da clínica. A margem de lucro líquida é calculada subtraindo todos os custos e despesas do faturamento, indicando o percentual que realmente sobra como ganho.


Além disso, a margem de contribuição é um KPI indispensável, pois mostra quanto cada serviço ou procedimento contribui para cobrir os custos fixos e gerar lucro. Por exemplo: se um clareamento custa R$ 80 em insumos e é vendido por R$ 600, a margem de contribuição é de R$ 520, que servirá para pagar despesas como aluguel, energia e folha de pagamento.


Segundo levantamento da Deloitte (2022), empresas de saúde com margem líquida acima de 15% têm maior resiliência financeira, mesmo em cenários de instabilidade econômica. Isso reforça a importância de monitorar constantemente esses indicadores e ajustar precificação ou custos sempre que necessário.


Ponto de Equilíbrio


O ponto de equilíbrio é o volume mínimo de atendimentos ou faturamento necessário para que a clínica cubra todos os seus custos fixos e variáveis, sem gerar prejuízo. É um indicador estratégico porque mostra se a clínica está operando de forma sustentável ou apenas sobrevivendo.


Exemplo prático: uma clínica odontológica com custos fixos mensais de R$ 100.000 e margem de contribuição média de R$ 250 por paciente precisa atender ao menos 400 pacientes por mês para atingir o ponto de equilíbrio. Se não alcançar esse número, estará operando no vermelho.


Gestores que calculam e acompanham esse indicador conseguem definir metas de produção mais realistas para a equipe, além de ajustar estratégias de marketing e captação de pacientes de forma alinhada com a real necessidade financeira.


Conclusão


Os indicadores de desempenho financeiro são o coração da gestão de uma clínica. Ticket médio, margem de lucro, margem de contribuição e ponto de equilíbrio são apenas alguns dos KPIs que permitem enxergar a realidade econômica com clareza.


Clínicas que monitoram esses indicadores têm mais segurança para tomar decisões, seja para ajustar preços, reduzir custos, investir em marketing ou expandir a estrutura. Em contrapartida, gestores que ignoram esses números ficam vulneráveis a riscos financeiros que poderiam ser evitados.


Em resumo, medir é gerenciar: só é possível alcançar crescimento sustentável quando se conhece em detalhes a performance financeira. Para clínicas que desejam prosperar em um mercado cada vez mais competitivo, monitorar KPIs não é opção — é obrigação.


Para mais informações sobre nosso trabalho e como podemos ajudar sua clínica ou consultório, entre em contato!

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Senior Consultoria em Gestão e Marketing

Referência em gestão de empresas do setor de saúde

+55 11 3254-7451




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