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Impacto do Fim da Escala 6x1 em Clínicas Médicas e Odontológicas

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  • há 12 horas
  • 4 min de leitura

Impacto do Fim da Escala 6x1 em Clínicas Médicas e Odontológicas
Impacto do Fim da Escala 6x1 em Clínicas Médicas e Odontológicas

Guia Prático para se Preparar para Mudanças, Reduzir Riscos Trabalhistas e Manter a Sustentabilidade do Negócio


A escala 6x1 é uma das mais utilizadas em clínicas médicas, odontológicas, laboratórios e serviços de apoio à saúde. Recepção, call center, auxiliares, enfermagem, ASBs, TSBs, limpeza e apoio operacional dependem fortemente desse modelo para garantir funcionamento contínuo, especialmente em unidades com alta demanda e horários estendidos.


No entanto, discussões legislativas recentes sobre a redução ou flexibilização da escala 6x1 reacenderam um alerta importante para gestores da saúde: como adaptar a operação sem estourar custos, sem gerar passivo trabalhista e sem comprometer o atendimento ao paciente?


Este artigo é um guia estratégico e prático para você entender os impactos, os riscos e, principalmente, como se preparar com antecedência.


1. O que é a escala 6x1 e por que ela é tão comum nas clínicas


A escala 6x1 consiste em seis dias consecutivos de trabalho seguidos por um dia de descanso, respeitando o limite legal de jornada (normalmente 44 horas semanais).


Na área da saúde, ela se consolidou porque:

  • Permite cobertura contínua de atendimento, inclusive aos sábados

  • Reduz a necessidade de quadros inflados

  • Facilita o controle de jornadas administrativas

  • É financeiramente mais previsível no curto prazo


Porém, esse modelo também apresenta fragilidades:

  • Maior desgaste físico e emocional do colaborador

  • Aumento de absenteísmo

  • Turnover mais elevado

  • Risco de erros operacionais (especialmente em recepção e enfermagem)


Esses fatores explicam por que a escala 6x1 está no centro dos debates trabalhistas atuais.


2. O que está sendo discutido sobre o fim ou redução da escala 6x1


Embora ainda não haja uma mudança definitiva em vigor, há propostas que discutem:

  • Redução da jornada semanal sem redução salarial

  • Ampliação do descanso semanal remunerado

  • Incentivo a escalas alternativas (5x2, 12x36, turnos híbridos)


Para clínicas, o risco não está apenas na mudança em si, mas em não se preparar previamente.


O erro mais comum é esperar a lei mudar para depois reagir — o que normalmente gera:

  • Contratações emergenciais

  • Folhas infladas

  • Improvisação de escalas

  • Passivo trabalhista oculto


3. Impactos diretos da mudança da escala 6x1 nas clínicas de saúde


3.1 Impacto financeiro imediato


A redução de dias trabalhados por colaborador tende a gerar:

  • Necessidade de mais funcionários para cobrir a mesma carga horária

  • Aumento de custos com folha, encargos e benefícios

  • Pressão sobre a margem operacional


Clínicas com margens já apertadas sentem esse impacto rapidamente.


3.2 Impacto operacional


Sem planejamento, ocorrem:

  • Buracos de escala

  • Sobrecarga de equipes-chave

  • Queda na experiência do paciente

  • Falhas em recepção, faturamento e fluxo assistencial


3.3 Impacto jurídico e trabalhista


O maior risco é a gestão incorreta da transição, que pode gerar:

  • Horas extras não controladas

  • Descumprimento de descanso legal

  • Ações trabalhistas futuras

  • Multas em fiscalizações


4. Como se preparar ANTES de qualquer mudança legal


4.1 Mapeie funções críticas da clínica


Nem todos os cargos precisam da mesma escala. Em geral:

  • Recepção, call center e atendimento administrativo → maior flexibilidade

  • Enfermagem e apoio clínico → exigem escalas técnicas e cobertura segura

  • Limpeza e apoio → podem ser terceirizados ou reorganizados


Separar funções assistenciais de funções administrativas é o primeiro passo.


4.2 Simule cenários de escala (antes que a lei mude)


Faça, no mínimo, três simulações:

  • Cenário atual (6x1)

  • Cenário intermediário (5x2 híbrido)

  • Cenário alternativo (turnos, banco de horas ou 12x36 onde permitido)


Avalie:

  • Quantas pessoas seriam necessárias

  • Custo total de folha

  • Impacto no atendimento


Clínicas que simulam antes tomam decisões com dados — não no susto.


5. Alternativas legais à escala 6x1 nas clínicas

5.1 Escala 5x2 (com reorganização de turnos)


Indicada para:

  • Clínicas com funcionamento em horário comercial

  • Estruturas administrativas e financeiras


Exige:

  • Mais planejamento de turnos

  • Possível ajuste de horários de atendimento


5.2 Escala 12x36 (quando aplicável)


Muito usada em:

  • Enfermagem

  • Serviços contínuos


Atenção: só pode ser aplicada quando permitida por lei ou acordo coletivo.


5.3 Banco de horas bem estruturado


Uma das melhores ferramentas para clínicas — quando bem feita:

  • Permite flexibilidade

  • Reduz pagamento de horas extras

  • Ajuda na transição de escalas


Banco de horas mal controlado é uma das maiores fontes de ações trabalhistas.


6. Como manter tudo dentro da lei (e longe de processos)


Checklist essencial:

  • Contratos de trabalho atualizados

  • Controle de ponto confiável (preferencialmente digital)

  • Acordos individuais ou coletivos formalizados

  • Escalas documentadas e assinadas

  • Treinamento dos gestores sobre jornada e descanso


“Boa intenção” não protege a clínica. Documento protege.


7. Estratégia inteligente: RH + Financeiro + Jurídico juntos


O maior erro das clínicas é tratar escala como:

“Problema do RH”

Na prática, escala é:

  • Decisão financeira

  • Decisão operacional

  • Decisão jurídica


Clínicas maduras integram:

  • RH (dimensionamento e clima)

  • Financeiro (impacto na margem)

  • Jurídico/contábil (compliance e risco)


8. Oportunidade escondida: melhorar produtividade e reduzir desperdícios


Muitas clínicas descobrem, ao rever escalas, que:

  • Há funções mal alocadas

  • Existem horários ociosos

  • Processos manuais consomem mais pessoas do que o necessário


Ou seja, a mudança pode ser uma oportunidade de eficiência, não apenas um custo.


Conclusão: quem se antecipa, sofre menos


A possível redução da escala 6x1 não deve ser vista apenas como ameaça, mas como um alerta para profissionalizar a gestão de pessoas nas clínicas.


Quem:

  • Planeja antes

  • Simula cenários

  • Ajusta processos

  • Documenta corretamente


Mantém a clínica dentro da lei, protege a margem e preserva a experiência do paciente.


Se você é proprietário de clínica, laboratório ou hospital e ainda não analisou o impacto das escalas no seu negócio, o risco não está na mudança da lei — está na falta de preparo.


Para mais informações sobre nosso trabalho e como podemos ajudar sua clínica ou consultório, entre em contato!


Senior Consultoria em Gestão

Referência em gestão de empresas do setor de saúde

+55 11 3254-7451




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