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Como Definir o Modelo de Receita Ideal para sua Clínica Médica

  • Foto do escritor: Admin
    Admin
  • 7 de mai.
  • 3 min de leitura

Como Definir o Modelo de Receita Ideal para sua Clínica Médica
Como Definir o Modelo de Receita Ideal para sua Clínica Médica

Particular, Convênio ou Misto? Descubra qual estratégia de monetização se alinha ao perfil da sua clínica, otimize o faturamento e tome decisões com base em dados reais.


Abrir uma clínica médica envolve mais do que estrutura, equipe e marketing. A definição do modelo de receita — se baseado em atendimentos particulares, convênios médicos ou uma combinação dos dois — é uma das escolhas mais estratégicas e impactantes para o sucesso do negócio. Essa decisão influencia diretamente o faturamento, a margem de lucro, o tempo de retorno do investimento e até mesmo o posicionamento da clínica no mercado local.


A seguir, você entenderá os prós e contras de cada modelo de monetização, com exemplos práticos, simulações e critérios para definir o formato ideal de acordo com o perfil da sua região e dos seus serviços.


Modelo 1: Atendimento Particular


Neste modelo, o paciente paga diretamente à clínica pelos serviços prestados, sem intermediação de operadoras.


Vantagens:

  • Maior margem de lucro por atendimento.

  • Menor burocracia no processo de cobrança.

  • Maior liberdade na definição de preços e pacotes.


Desvantagens:

  • Dependência da percepção de valor do paciente.

  • Demanda menor em regiões com poder aquisitivo reduzido.

  • Requer forte posicionamento de marca e diferenciação.


Exemplo prático:Uma clínica dermatológica em bairro nobre de São Paulo adotou o modelo 100% particular e, com ticket médio de R$ 650 por consulta, alcançou o ponto de equilíbrio com apenas 10 pacientes por dia, em três meses de operação.


Modelo 2: Atendimento por Convênios


A clínica firma parcerias com operadoras de planos de saúde e recebe pelos atendimentos prestados aos beneficiários.


Vantagens:

  • Alta demanda desde o início.

  • Facilidade na ocupação da agenda médica.

  • Menor custo em marketing direto.


Desvantagens:

  • Repasse abaixo do valor de mercado (ticket médio baixo).

  • Demora no pagamento e risco de glosas.

  • Exige estrutura administrativa para faturamento e auditoria.


Exemplo prático:Uma clínica em cidade de médio porte firmou contratos com quatro convênios e, em três meses, alcançou 70% de ocupação da agenda. No entanto, o faturamento líquido por consulta caiu para R$ 65, exigindo volume diário superior a 40 atendimentos para viabilidade.


Modelo 3: Modelo Misto (Particular + Convênios)


Combina as vantagens dos dois modelos, oferecendo parte da agenda para convênios e outra parte para atendimento particular.


Vantagens:

  • Diversificação de receita.

  • Maior resiliência financeira.

  • Possibilidade de migrar gradualmente para o modelo mais lucrativo.


Desvantagens:

  • Necessidade de gerenciamento de agendas e perfis diferentes.

  • Riscos de conflito de percepção de valor entre pacientes.

  • Exige mais esforço em precificação e marketing segmentado.


Dica prática:Use softwares de agendamento inteligente para reservar horários específicos para pacientes particulares (como horários de pico e sábados) e os horários com menor demanda para os atendimentos por convênio.


Como Escolher o Modelo Ideal?


  1. Analise o perfil socioeconômico da região. Utilize dados do IBGE, Mapas de Renda e pesquisas de mercado.

  2. Estude os concorrentes. Veja como clínicas semelhantes estruturam sua receita.

  3. Simule diferentes cenários de faturamento. Calcule o ponto de equilíbrio com base no ticket médio de cada modelo.

  4. Avalie sua estrutura de custos. Modelos com convênios exigem maior volume para gerar lucro.


Simulação comparativa simplificada (valores mensais):

Modelo

Pacientes/dia

Ticket médio

Faturamento Bruto

Custos Fixos

Lucro Estimado

Particular

12

R$ 300

R$ 86.400

R$ 60.000

R$ 26.400

Convênio

40

R$ 60

R$ 76.800

R$ 70.000

R$ 6.800

Modelo Misto

25 (15+10)

R$ 180

R$ 90.000

R$ 65.000

R$ 25.000

Conclusão


A escolha do modelo de receita ideal não é definitiva, mas deve estar alinhada com os objetivos da clínica, seu posicionamento e o comportamento do mercado local. O mais importante é evitar decisões por impulso e basear-se em dados, simulações e estratégias de médio e longo prazo. Afinal, o modelo certo é aquele que sustenta a clínica com equilíbrio financeiro e potencial de crescimento.


Para mais informações sobre nosso trabalho e como podemos ajudar sua clínica ou consultório, entre em contato!



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